Comecei a andar num caminho diferente... Passo após passo, fui-me debatendo com vários sentimentos e a carga foi-se acumulando. Se, ao mesmo tempo, ia deixando coisas para "trás", por outro lado, ia trazendo outras coisas para a "frente". Fiquei no impasse... talvez parada no mesmo sítio, sem saber bem para onde me movimentar. Este caminho eu não o conhecia... nem estava certa se gostaria de o conhecer.
Sentia-me "seca"... sentia que "tudo à volta" estava a secar... e não estava a conseguir chegar à "fonte". Debati-me no caminho durante tempos e tempos... uma luta em vão nas minhas próprias forças.
Será que nunca teremos consciência da nossa própria incapacidade?
Quantas vezes mais seguiremos pelos nossos próprios pés?
Seguir pelos meus próprios pés... humpf! Tenho a mania que sei qual é o caminho... E deparei-me com o deserto... seco... árduo... cansativo e desgastante. É como se estivesse a andar pela areia quente da praia, mas sendo o deserto, esta queimava mais. Esta tinha uma maior dificuldade... porque não se vê sequer o mar... ou o rio... ou o lago... ou... o oásis. Oh! E quanto o meu coração queria esse oásis e o "eu em mim" não estava a deixar-me lá chegar.
A areia queima... E o sol queima ainda mais. O sol fazia-me ter ainda mais sede... mas não estava a conseguir acabar com ela.
Dei conta que no deserto... não há muita variedade. Durante o dia... é seco e quente. Durante a noite... é frio e escuro.
E eu continuava no impasse... na luta do "eu". E nesta luta do "eu", eu continuava com os olhos fixos em mim, na minha situação, naquilo tudo que estava a sentir,... a olhar para baixo para a areia quente do deserto. Durante algum tempo, deixe-me ficar ali... porque no deserto também não encontrei nenhuma outra direcção. Mas, mais uma vez, estava a ver o mais óbvio e a não procurar por outras coisas (as não tão óbvias!). Tentei, em vão, ignorar o "meu" deserto.
Até que "algo" em mim fez "click". E quando nós entendemos o que este "click" significa,... hum, não o podemos ignorar. E aos poucos, percebi que não podia pensar muito neste meu "eu". Que o meu "eu" estava muito desorientado e perdido, muito seco e triste, muito longe e distante... Que o foco não tinha de ser "eu", mas sim "TU". Tu que simbolizas a água... a fonte... o oásis no deserto.
É complexo explicar o quanto o "eu" sabe que precisa do "tu", e que este "eu" quer chegar ao "tu", mas o caminho nem sempre é o mais fácil, e não consegue.
Será que há caminhos fáceis de o conseguir?
Foi nesse momento, que as coisas começaram a modificar-se e os meus olhos deixaram de olhar para o "deserto" como extenso e sim, passaram a vê-lo como limitado. Comecei a aprender a olhar mais para o alto... e a procurar por "pequenas raízes" que me dessem algum suporte de água e alimento. Pequenas, mas suficientes. Pequenas, mas a fortificarem. Pequenas, mas era tudo o que precisava.
Ainda não sai dele. Ainda caminho no deserto... mas já não estou seca como outrora, pois tenho a esperança que este período vai acabar e com ele, está o seu propósito. O "eu" esvaziou-se e só quer o oásis.
É diferente andar na tempestade e andar no deserto. Pela tempestade já andei... mas pelo deserto... tem sido uma primeira vez.
P.S.- Não estou maluca (risos)... sei que o texto é complexo em si, mas sei, ao mesmo tempo, que há quem o possa entender muito bem... quem sabe por qual deserto também já andou...
Sentia-me "seca"... sentia que "tudo à volta" estava a secar... e não estava a conseguir chegar à "fonte". Debati-me no caminho durante tempos e tempos... uma luta em vão nas minhas próprias forças.
Será que nunca teremos consciência da nossa própria incapacidade?
Quantas vezes mais seguiremos pelos nossos próprios pés?
Seguir pelos meus próprios pés... humpf! Tenho a mania que sei qual é o caminho... E deparei-me com o deserto... seco... árduo... cansativo e desgastante. É como se estivesse a andar pela areia quente da praia, mas sendo o deserto, esta queimava mais. Esta tinha uma maior dificuldade... porque não se vê sequer o mar... ou o rio... ou o lago... ou... o oásis. Oh! E quanto o meu coração queria esse oásis e o "eu em mim" não estava a deixar-me lá chegar.
A areia queima... E o sol queima ainda mais. O sol fazia-me ter ainda mais sede... mas não estava a conseguir acabar com ela.
Dei conta que no deserto... não há muita variedade. Durante o dia... é seco e quente. Durante a noite... é frio e escuro.
E eu continuava no impasse... na luta do "eu". E nesta luta do "eu", eu continuava com os olhos fixos em mim, na minha situação, naquilo tudo que estava a sentir,... a olhar para baixo para a areia quente do deserto. Durante algum tempo, deixe-me ficar ali... porque no deserto também não encontrei nenhuma outra direcção. Mas, mais uma vez, estava a ver o mais óbvio e a não procurar por outras coisas (as não tão óbvias!). Tentei, em vão, ignorar o "meu" deserto.
Até que "algo" em mim fez "click". E quando nós entendemos o que este "click" significa,... hum, não o podemos ignorar. E aos poucos, percebi que não podia pensar muito neste meu "eu". Que o meu "eu" estava muito desorientado e perdido, muito seco e triste, muito longe e distante... Que o foco não tinha de ser "eu", mas sim "TU". Tu que simbolizas a água... a fonte... o oásis no deserto.
É complexo explicar o quanto o "eu" sabe que precisa do "tu", e que este "eu" quer chegar ao "tu", mas o caminho nem sempre é o mais fácil, e não consegue.
Será que há caminhos fáceis de o conseguir?
Foi nesse momento, que as coisas começaram a modificar-se e os meus olhos deixaram de olhar para o "deserto" como extenso e sim, passaram a vê-lo como limitado. Comecei a aprender a olhar mais para o alto... e a procurar por "pequenas raízes" que me dessem algum suporte de água e alimento. Pequenas, mas suficientes. Pequenas, mas a fortificarem. Pequenas, mas era tudo o que precisava.
Ainda não sai dele. Ainda caminho no deserto... mas já não estou seca como outrora, pois tenho a esperança que este período vai acabar e com ele, está o seu propósito. O "eu" esvaziou-se e só quer o oásis.
É diferente andar na tempestade e andar no deserto. Pela tempestade já andei... mas pelo deserto... tem sido uma primeira vez.
P.S.- Não estou maluca (risos)... sei que o texto é complexo em si, mas sei, ao mesmo tempo, que há quem o possa entender muito bem... quem sabe por qual deserto também já andou...




